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Competições: motivação e stress

Autor: Marcus Teshainer
E-mail:
Enviado em: 26 de março de 2011

Em uma competição o atleta se vê afetado por uma série de emoções que muitas vezes não sabe reconhecer ou nomear. Muitas dessas emoções podem ser extremamente positivas no sentido de levar o atleta a atingir melhores resultados – nesse caso estamos falamos de motivação.

Por outro, lado existem emoções que impedem o atleta de atingir o ápice de seu rendimento, impedindo-o de realizar sua tarefa com competência – neste caso estamos falando do stress ou da ansiedade.

A motivação é, muitas vezes, entendida como o principal motivo do sucesso de um atleta e o fracasso dele, muitas vezes, é explicado através de uma “desmotivação”. Podemos dizer que existem dois tipos de motivação - a intrínseca e a extrínseca. A intrínseca refere-se ao prazer que um atleta tem em realizar uma tarefa, como este se sente após correr 10 Km, a busca por sentir as sensações corporais após um dia de treino. Essa motivação diz respeito a energia que o atleta encontra para realizar uma tarefa, a fim de conseguir uma sensação que se origina dele mesmo.

A motivação extrínseca refere-se a uma valorização que vem do meio externo: pode ser uma palavra do técnico, um aplauso da torcida, o carinho de alguém querido. É uma força originada pela vontade de conquistar um reconhecimento externo.

Podemos entender que a motivação intrínseca refere-se a um reconhecimento e uma valorização interna do próprio atleta, e a extrínseca a um reconhecimento que parte do ambiente.

Tanto a motivação intrínseca quanto a extrínseca são importantes pois ao vencer uma prova, um atleta competitivo recebe reconhecimentos tanto internos quanto externos. Perguntar-se por que quer vencer a prova, o que espera receber ao ganhá-la pode ajudar o atleta a identificar as suas motivações.
Há alguns fatores como o stress e a ansiedade que interferem negativamente na motivação. Muitas vezes são gerados por problemas pessoais ou do próprio treino, ou por incertezas do atleta em relação ao seu próprio preparo ou o preparo dos outros competidores. Uma prática que ajuda muito o atleta a se manter motivado é traçar, junto ao técnico um bom planejamento de metas e objetivos, tanto em relação a uma prova quanto ao calendário do ano. Saber o que pretende em cada prova, ter clareza da importância de cada uma delas e quais as reais possibilidades de atingir os objetivos.

Como exemplo imaginemos um atleta que começou a competir nesse ano. Ele ainda não tem experiência e nem alcançou resultados significativos. Seria um objetivo irreal esperar que ele fosse campeão brasileiro no final da temporada, isso desmotivaria o atleta, pois dificilmente ele conseguiria atingí-lo. Ao dividir esse objetivo final em diferentes etapas a serem cumpridas - como primeiro vencer os campeonatos regionais, para depois almejar os estaduais e finalmente o brasileiro - estamos traçando possibilidades reais de realização, o que de fato motiva o atleta.

Da mesma forma, muitos atletas preocupam-se excessivamente com seus adversários. Antes de competirem querem saber quem estará em seu balizamento e comparam-se com os outros atletas. Esse é um fator gerador de stress e muito desmotivador, uma vez que não é possível exercer nenhum controle sobre o treino e o preparo de outros, mas apenas sobre o próprio treino.

Assim, o atleta deve concentrar-se no próprio preparo, confiar no próprio treino e no técnico, traçar uma estratégia de prova e segui-la dentro do planejado, ter em mente que se o adversário te passou em uma prova de longa distância ele pode estar usando uma estratégia diferente daquela traçada por você e seu técnico, e que essa pode ser a melhor.

Por isso é importante uma boa visualização da prova. Antes de largar o atleta deve imaginar-se executando todo o percurso, como se já estivesse competindo, e tentar, após a largada, executar exatamente o que visualizou. O atleta que faz uma boa visualização não enfrenta surpresas durante a prova.





Autor: Leonardo Delgado
E-mail: aquabarra@sapo.pt
Enviado em: 31 de janeiro de 2011

Ser atleta é um estado dinâmico, você nunca é atleta – você está sendo um atleta, ou não…

É exercer a ação necessária para atingir seus objetivos, em detrimento a simplesmente se vestir com títulos do passado ou promessas de glórias vindas mais da soberba do que do empenho.

Quem é não fala, aparenta e se comporta como: você é atleta na forma que treina, na forma que come, na forma que dá importância para estas coisas e inclusive na forma que fala para as pessoas daquilo que você faz.

Ser atleta é falar com paixão do que faz, nunca como um sofrimento. É falar com felicidade por ter alcançado um determinado estado de compreensão daquele espírito de poder se exercer independente da dificuldade.

O atleta compete contra ele, nunca contra os outros, porque a vitória é uma questão de mérito e não de culpa de quem perdeu, mas é responsabilidade dele se ele não atingiu o máximo de si. Ele compete com o cansaço, com a fome, com a frivolidade (algo de pouco valor), com o desanimo e as vezes com o desamparo.

Ele chama o fator genético de sorte, porque sabe que um atleta tem de ter é vontade. (ainda que saiba que a genética é um adversário duro, mas é só mais um).

E dentro do que um atleta deve ter, cada dia, cada treino, cada batalha tem seu segredo: 50% de força, 10% de velocidade, 20% de foco e o resto é vontade, mas as vezes é 50% de dor, 30% de fibra e 20% de compromisso, e ainda que pareça pouco ou muito, ainda faltam coração, mente, controle, calma, fúria, insistência, apoio e amor incondicional de quem suporta seu coração para que ele possa manter seu corpo forte e sua cabeça erguida.

Treinamos para o ano, mas queremos o resultado para ontem, portanto escolhemos o que nos satisfaz: força é imediata, resistência aeróbia é rápida, resistência anaeróbia é ganha em questão de semanas e a aparência vem de acordo com a sua capacidade de aumentar sua carga de trabalho com o mínimo possível de energia consumida reservando o máximo de energia em forma de músculos.

Não pense na forma sem trabalhar a função: o atleta sabe que vai parecer com aquilo que faz, e que quando parecer que tem força para carregar o mundo nas costas, muito provavelmente estará quase lá. A chave são os meios, se comprometa com o processo que o resultado vem, sempre.

O compromisso é solitário, mas o treinamento de boa qualidade não deve ser. Quem decide por este estilo de vida, o dos resultados, deve tentar seu máximo, e para fazer isso precisa de ajuda.

Ajuda dos amigos que te apóiam com sua admiração, de seus colegas de treino com suas assistências e a ajuda de seus treinadores, sempre orientando e guiando e ajustando e até fazendo força junto para que o máximo sempre seja atingido.

Ser atleta não é para quem quer viver do esporte ou para quem quer viver para o esporte. Ser atleta é para quem tem o esporte no coração e sabe que faz parte da higiene do seu corpo tal qual escovar os dentes e que da mesma forma sabe apreciar o bem-estar que o esporte proporciona.

Ser atleta também não é carregar pesos ou marcas homéricas, é decidir quebrar seus próprios limites, independente do tamanho que eles são, porque o esforço é particular a cada um, portanto vitória também.

Ser atleta não é carregar uma medalha no peito, é carregar as pessoas que estão ao seu lado no peito e a vitória na mente, porque quem ganhou sabe que é vencedor e não precisa de símbolos para lembrar.

Vitória é sentimento, não é texto, marca, insígnia, símbolo ou metal. Vitória real é a satisfação de superar seus medos e suas limitações. Vitória é enfrentar você antes do outro, é tentar antes de desistir e nunca desistir antes de tentar. Vitória é uma atitude. Ser atleta é um estilo de vida…
 




TREINAMENTO DA CONCENTRAÇÃO MENTAL

Autor: César Navarro Rei (http://www.nadarmas.com/?p=437)
E-mail:
Enviado em: 25 de janeiro de 2011

Tradução: Leonardo Delgado


A sensação de estar concentrado é outra das características psicológicas do Alto Rendimento esportivo, indispensável em situações competitivas.

A concentração é fundamental para obter o máximo rendimento em relação à capacidade de cada um. O fator principal da concentração é a habilidade de focalizar a atenção sobre a tarefa que se esta desenvolvendo e não distrair-se por estímulos internos ou externos que sejam irrelevantes. Os estímulos externos podem incluir o rumor dos espectadores, música, certas chamadas dos árbitros. Os estímulos internos incluem sensações corporais que distraem e sentimentos tais como “estou cansado”, “não fique nervoso” e “vou fracassar”. Estes estímulos se afetam mutuamente de forma contínua.

Devido a esta interação se está dando durante todo o tempo, é necessário que os esportistas se treinem para fazer frente a estes eventos sob situações de pressão, característica esta própria da competição. A falta de treinamento afetará a execução, quase sempre.

A capacidade para não distrair-se com os diversos fatores que concorrem no ambiente competitivo é o que se alcança quando os esportistas aprendem como controlar seus sentimentos e como focalizar sua atenção apropriadamente. Esta habilidade mental, de não distrair-se pelos fatores aludidos, marca a diferença dos esportistas de elite, de outros que não possuem esta destreza.

Seguimos caracterizando com precisão esta técnica psicológica:

Concentração equivale a dizer focalização: não forçar a atenção que emprestamos a uma tarefa.

A concentração é uma habilidade aprendida de reagir passivamente ou de não distrair-se frente a estímulos irrelevantes. A concentração também significa o estar no aqui e no agora; no presente. Quando nossa mente divaga pelo passado ou pelo futuro, perdemos eficácia na execução.

A capacidade para concentrar-se é uma destreza que pode desenvolver-se e melhorar-se pela prática. Neste processo de aprendizagem se produz um nível de consciência seletiva: A habilidade de emprestar atenção seletivamente a estímulos relevantes e ignorar os irrelevantes. Acrescentando, o treinamento prévio em concentração incrementa nossa capacidade para voltar a focalizar nossa atenção, uma vez perdida, na tarefa em que estamos imersos sem continuar pensando ou sentindo algo momentaneamente de distração.

No treinamento em concentração, o saber no que focalizamos é tão crítico como o saber como controlar. Um esportista pode possuir destrezas em concentração excelentes, mas se focaliza em coisas errôneas muito poucas lhe serviriam suas destrezas.

No processo de aprendizagem das técnicas que ajudam aos esportistas a melhorar o controle da concentração, os psicólogos do esporte ensinarão a eles a identificar os diferentes modos atenção e os focos mais adequados para as diversas atividades esportivas específicas nas que estão envoltos.




Somos Campeões

Autor: Leonardo Delgado
E-mail: aquabarra@sapo.pt
Enviado em: 16 de novembro de 2010

Eu sofri muito para ser o que sou
Pouco a pouco
Eu completei minha obrigação
Mas não cometi nenhum erro

E erros sérios
Cometi poucos
Eu tive um pouco de água
Atirada sobre a minha face
Mas eu sobrevivi

E nós pretendemos continuar e continuar e continuar

Nós somos os campeões - Meus amigos
E nós continuaremos lutando
Até o fim
Nós somos os campeões
Nós somos os campeões
Não tem vez pra perdedores
Pois nós somos os campeões do mundo

Eu tenho feito minhas reverências
E atendido as chamadas do palco
Vocês me trouxeram fama e glória
E tudo que vem com isso
Eu agradeço à todos vocês

Mas isto não tem sido nenhum canteiro de rosas
Nenhuma viagem de prazeres
Eu considero isso um desafio
Diante de toda a raça humana
E não irei fracassar

E nós pretendemos continuar e continuar e continuar

Nós somos os campeões - meus amigos
E nós continuaremos lutando
Até o fim
Nós somos os campeões
Nós somos os campeões
Não tem vez pra perdedores
Pois nós somos os campeões no mundo

Nós somos os campeões - meus amigos
E nós continuaremos lutando
Até o fim
Nós somos os campeões
Nós somos os campeões
Não tem vez pra perdedores
Pois nós somos os campeões




Campeonato Piauiense de Natação – Teresina - PI

Autor: Leonardo Delgado
E-mail: aquabarra@sapo.pt
Enviado em: 16 de novembro de 2010

PODIUM!
Palavra que é associada imediatamente com vitória! Ou derrota! Quando pensamos em pódium, nos vêm à mente disputas, competição, vitoriosos e derrotados, afinal de contas estamos num ambiente e num esporte de COMPETIÇÃO. Sempre haverão vitoriosos e derrotados!

Mas será que isto é verdade?

Todos os dias pensamos que ganhar é vencer ALGUÉM e, de certa forma isto é verdade. Então elegemos um inimigo e vamos para cima dele ou dela, tentando de todas as formas vencer aquela pessoa, mas talvez, estejamos mirando na pessoa errada.

O que importa não é vencer este ou aquele nadador ou nadadora, o que importa é vencer a nós mesmos!

Por este motivo coloquei esta foto de podium acima. Este é o único pódium que nos interessa, aquele que vencemos a NÓS MESMOS!

Dia a dia, treino após treino, esta deve ser a nossa busca - VENCER A SI PRÓPRIO.

Começamos esta semana o ápice do treinamento deste ano, buscando os índices do brasileiro, sendo essa a última competição do ano e é onde vamos medir todo o nosso treinamento deste ano. Por isso, agora é hora de colocar toda a GARRA, RAÇA, VONTADE DE VENCER, TÉCNICA, INSTINTO DE SUPERAÇÃO, AMOR, PAIXÃO, ORGULHO e tantas outras coisas em prática. Agora é hora de VENCER! VENCER A VOCÊ MESMO!

BOM PIAUIENSE A TODOS! QUE NO FINAL DAS CONTAS TENHAMOS ORGULHO DO QUE SOMOS E DO QUE FIZEMOS, POIS: COMO DISSE ALGUÉM EM BELÉM GRITA QUE VOA E EU ESTAREI LÁ PARA GRITAR SEMPRE POR VOCÊS



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